A fitoterapia é uma forma terapêutica utilizada desde os primórdios da história. Tendo como mais famoso detentor deste conhecimento a China, e embora a mesma tenha relatos do uso com sucesso desde tempos antigos, os relatos mais antigos que se tem conhecimento provém da Mesopotâmia, no qual deixavam seus relatos em uma espécie de tábua de argila e seguido pelo Egito, com relatos em papiro com cerca de 800 plantas descritas. Na Mesopotâmia destaca – se o uso do Alcaçuz e a papoula e no Egito destaca -se papiro de erbs e a mumificação por meio de ervas.
A Grécia contribui também com muito influenciando a medicina ocidental. Destacando Hipócrates que desenvolveu método para observações clínicas, Theopratus, considerado o primeiro botânico, que tentou classificar as plantas medicinais, dividindo em classes terapêuticas relatando cerca de 500 plantas. Destaca -se a semente de Ammi majus, usada para tratar vitiligo, e que recentemente isolaram o ativo metoxipsoraleno, responsável pela ação terapêutica, usado em psoríase e outras patologias cutâneas.
No período greco romano, Diascorides um médico grego do exército romano, complementa o conhecimento de seus antecessores através de suas viagens sendo considerado o pai da farmacognosia. E Galeno, que escreveu vários livros sobre as propriedades das plantas baseando – se em seus antecessores. Até hoje as fórmulas galênicas servem de referencia.
Índia trouxa muito conhecimento, por sinal a medicina aiurvédica é considerada a mais antiga forma de medicina tradicional. De seu uso citamos a centela asiática.
Na China os relatos datam de 2600 a. C., na obra, Pen T’ (a grande fitoterapia) que descreve os uso dos vegetais para tratamento de diversas patologias. Talvez sendo a mais acessível em dias atuais.
Já durante a idade média, houvera um retrocesso em todas as ciências. A ignorância e egoismo do clero fez perder -ser inúmeros conhecimentos. No caso da fitoterapia, as pessoas quer faziam uso das plantas demoníacas eram punidas severamente, bem como qualquer pessoa que tivesse “idéias”. Porém o clero guardava para si o conhecimento medicinal dos povos antigos, e aplicavam em seu benefício, e no caso do povo era usado para mostrar “ milagres”. Por outro lado, literalmente, povos árabes que se destacam pelas rotas comerciais puderam diversificar e acessibilizar várias novas plantas, como cânfora, noz moscada, tamarindo e outras.
Observação: O mais famoso farmacêutico de origem islâmica, Avicena foi influenciado por Galeno.
Felizmente no renascentismo o empirismo e charlatanismo caem de “moda” dando espaço aos experimentos e a industrialização. Mais conhecimento se adquire com a exploração de novos continentes (Américas, África ), sem contar também o conhecimento deixado por incas, astecas, maias, apaches e outros. Paracelso era uma médico sueco que destacou -se por dividir as plantas conforme, propriedades, cor, forma,impondo a teoria da similaridade de espécies. No Brasil os povos indígenas foram de grande contribuição em termos de fitoterápicos.
No Iluminismo ainda usa -se medicamentos a base de planta, porém começa a necessidade de isolar as substâncias puras das plantas, eis que “surge” a cromatográfica.
No Brasil a necessidade dos colonizadores em curar suas enfermidades faz explora – los a nova terra. Destacando a Raiz de Ipecacuanha, usada pelos tupis e de conhecimento pleno dos jesuítas e citada por Anchieta.
Para frente quando os químicos orgânicos passaram a relacionar os compostos encontrados com a ação farmacológica da planta, dando um empurrão na fitoterapia.
Na época contemporânea, ou seja , a atualidade o cena muda de foco. Torna -se cada vez mais necessário as pesquisas por fármacos, aumentando a necessidade de tecnologia. A indústria se amplia cada vez mais, e por fim surge os químicos sintetizados, que eram vantajosos para as indústrias, pois se produzia em grande escala, aumentando a margem de lucro.
Da década de 80 para cá retoma – se o interesse por recursos fitoterápicos, que acabam sendo usados empiricamente. Mas muitas boas pesquisas tem surgido e seu uso lentamente esta sendo introduzido na saúde pública.

Uma espécie de Papiro

A fitoterapia e o resgate da Essencia do ser humano, despertando nele a visao ecologica eo conectando com o divino, que esta presente em cada ser vivo que nos circunda. Tem plantas que nem foram pesquisadas ainda, por isso, nao chame qualquer coisa verde de “erva daninha” porque nao sera surpresa que nela pode estar o principio ativo que beneficiara muitas pessoas
É com certeza o caminho… precisamos olhar para o simples, olhar de criança… olhar desarmado e ai seim veremos com olhos de ver.