Affe eu já ouvi isso , em geral de pessoas despreparadas e religiosamente cegas, que defendem os curandeiros, benzedeiros ou qualquer outro eiro . Existem algumas coisas que me incomodam neste assunto.
Começo pela mais pertinente, e vou lhes contar um caso. Estava em uma farmácia iniciando estágio e eis que chega uma pessoa com um pote de ervas, e jogando o medicamento alopático no balcão alegando ineficiência. Eis que no pote continha até comigo ninguém pode, uma planta venenosa e fora recomendado para a pessoa para que melhorasse de sua enfermidade, ainda tinha uma etiqueta com as recomendações de uso. Hum quanto ao caso do medicamento, bem a pessoa o cortava pela metade para economiza – lo . Bem existem dois culpados, um o profissional que não insiste em orientar, isso é culpa de médicos, farmacêuticos que são os mais capacitados para orientar isso. E culpa do conformismo das pessoas que não se preocupam em aprender coisas uteis e muito menos indagar os profissionais. Veja que é simples para nos jogarmos a culpa no governo ou em “deus”. Já que é mais fácil do que assumir o erro e a preguiça de fazer. Mas isso entra em outro contexto que deixo a critério de um amigo escrever hihihi.
Voltando ao curandeiro, por vezes nos escutamos, principalmente das pessoas mais antigas que se a criança é irriquieta , ou arteira, levar na benzedeira ajuda, e de fato ajuda, não porque eles tem poderes místicos, mas porque em geral a arruda é utilizada e quando se mexe ela libera um aroma que atua no sistema nervoso central como calmante. O mesmo podemos falar do alecrim, amplamente usado na idade média em defumação de locais, para tirar os “maus espíritos” principalmente das pessoas que estavam doente e insistia em não melhorar. Depois passou a ser usado em hospitais. E recentemente descobriram que o alecrim produz substâncias bactericidas. Uhm faz sentido para vocês um ambiente pouco menos “sujo” ajudar na recuperação de pacientes? Sim claro! Ainda podemos citar , tribos indígenas e os alucinógenos dos pajés.
Esses são apenas simples casos para enfatizar duas coisas: Uma que a fitoterapia tem uma história de uso, e que se as plantas forem mais investigadas , e aplicadas prudentemente por pessoas capacitadas tem eficácia terapêutica satisfatória, e outra que as pessoas buscam respostas simplistas e místicas para o que não querem entender.

ARRUDA