Automedicação significa que o indivíduo faz uso de algum medicamento sem nenhuma orientação profissional. Existem os medicamentos alopáticos de venda livre, que são os campeões de venda nas farmácias, mas também medicamentos como xaropes, antiinflamatórios até mesmo certos antibióticos são vendidos para as pessoas sem sequer uma opinião, nem mesmo a do farmacêutico que é de grande valia. Agora imagine os medicamentos fitoterápicos, que agora começam a ser encarados com mais seriedade pela vigilância e pelas profissões da saúde. Mas além desta situação temos também que encarar que as pessoas consultam muitos livros de auto ajuda, e pseudo conhecedores do assunto, ou revista e sentem se capacitados em escolher ervas para suas terapias.

Bem vamos ser francos, tem pessoas, principalmente da roça que tem um valoroso conhecimento sobre o assunto, porém independente deste conhecimento falta algum complemento.

Primeiramente as pessoas tem que encarar que mesmo sendo natural, e sendo menos agressivo ao corpo os chás, enfim qualquer forma que se usa plantas medicinais ainda são medicamentos, e como todo medicamento tem que ser usado com cautela.

Avalia – se sempre a situação do paciente, todos os detalhes sobre as condições físicas e psicológicas, solicitam – se exames, tudo isso apenas para descobrir a origem do sintoma e dar o melhor tratamento possível.

Por isso que nunca se deve contentar com alívio do sintoma, em geral é o aviso de que algo esta errado, claro que as vezes temos sintomas passageiros que nunca mais voltam a incomodar, mas quando eles retornam com certa frequência que temos que nos preocupar.

O problema em pauta aqui é que as pessoas colocam dentro de si tudo que os outros indicam, não só dos fitos. Todo mundo tem um palpite de chás e outros remédios naturais. O problema é a especificidade do medicamento. Os fitoterápicos também oferecem efeitos colaterais, também tem posologia, também de cuidados.

Como discutido em textos anteriores a qualidade da erva e do ambiente onde ela se encontra é essencial para a qualidade terapêutica, embora nossos quintais tem uma considerável qualidade, temos que nos preocupar com coleta ,limpeza e armazenamento.

O uso indiscriminado pode causar alguns danos indesejáveis, como citei da camomila, anis estrelado. Ainda posso relatar o uso errado do Alcachofra, que no caso para uma pessoa com dano hepático e varizes esofágicas pode ser perigoso, pelo fato do alcachofra ser depurativo. Uso prolongado de cavalinha, valeriana, ginko biloba, alcachofra dentre outras são extremamente tóxicas. Plantas com taninos, antraquinonas, glicosídeos cardiotônicos e alcalóides necessitam de cuidados extremo com dosagens, pois podem provocar danos letais.

O uso continuo e metódico de certos alimentos para fins medicamentosos, podem trazer toxidade em âmbito ortomolecular. O excesso de nutrientes pode causar danos sim. Por isso nunca se suplemente desnecessariamente e sem orientação.

Agora existe outro problema mais agravante, que chamamos de interação medicamentosa. Isso consiste em misturar os medicamentos. As plantas medicinais em uso associado sem orientação pode causar riscos, como exemplo o caso de misturar sene, centella asiática, cavalinha, chapeu de couro, sete sangria e mais outras que tem ação laxativa e diurética. Uma combinação nada inteligente de se perder peso.

No caso a pior mistura é alopatia com fitoterapia, algumas plantas podem causar interações que podem inibir ou potencializar a ação dos fármacos o que não é nada conveniente. (pretendo fazer um tópico somente deste tema)

E outro problema é o fato das pessoas não relatarem em suas consultas médicas o uso dos “chás” e também nos pré operatório. No caso quem usa Ginko biloba senão suspender pelo menos 15 dias antes da cirurgia pode provocar uma hemorragia durante o procedimento.

Por isso sempre relatem o uso e sempre busquem orientação profissional qualificada.

Misturas

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