Lendo um texto que foi postado pelo Conselho regional de farmácia retirado do site do STJ reascendeu minha vontade de escrever um texto sobre a profissão farmacêutica na fitoterapia.
Uma das principais funções do farmacêutico é a atenção e assistência a pacientes e profissionais.
Embora poucos sequer entendem o que é ser farmacêutico, nós da profissão temos funções importantes. Infelizmente por falta de acesso e informações coerentes pouco sabemos sobre a deontologia e legislação que regem esta bem como outras profissões de saúde. Aconselho a todos os estudiosos das diversas áreas de saúde, busquem esses conhecimentos, pois assim pode – se ampliar seus serviços e melhorarando a qualidade e eficácia desfavorecendo ainda profissionais de má qualidade.
Quero deixar claro que todo tipo de farmácia é instituição de saúde acima de tudo e não um comércio qualquer.
Mas no que isso diz respeito a fitoterapia?
Exatamente a profissão farmacêutica é a que mais tem entendimento dentro da farmacognosia, ou seja a ciência que estuda os princípios farmacológicos e químicos de princípios ativos de origem natural(seja animal, vegetal ou mineral)
Juntando com o conhecimento em farmacologia e bioquímica tende a ser extremamente seguro procurar orientação da farmácia sobre qualquer dúvida relacionada a medicação, da mesma forma que se procura nutricionista sobre alimentação e médico sobre doenças gerais e fisioterapeuta sobre recuperação de traumas.
Dentro da fitoterapia há um agravante muito maior, pois as pessoas tem uma tendência a se automedicarem com produtos naturais acreditando que eles resolvem muitos dos problemas.
Por fim acabam pegando “indicação’ de pessoas inexperientes e com conhecimentos superficiais sobre o assunto. Sem contar charlatões que aproveitam – se da situação.
Os medicamentos fitoterápicos desenvolvidos por industrias farmacêuticas comprovados ou tradicionais devem ser vendidos em estabelecimentos de saúde (farmácia de dispensação, magistral etc). Mas isso se aplica na prática? Não?
Você encontra medicamentos em cápsulas ou tintura como a valeriana que esta explicito na embalagem (Venda sobre prescrição médica) . Opa tem algo de errado aí!
Sabemos que a valeriana atua como sedativo e ansiolítico, tal qual qualquer droga atuante no Sistema Nervoso Central (SNC) não se pode usa la de qualquer forma nem por longos períodos.
Outra questão são os chás, as plantas são indicadas por pessoas quais queres sem o menor discernimento sobre seus efeitos tóxicos, interações, doses e tempo de uso, etc..
Quando ingerimos chás em demasia pode -se promover sérios danos, uma vez que além do conteúdo disperso ser um fitocomplexo com princípios ativos de diferentes características e atuações ainda temos que rever os valores nutricionais dos chás que podem causar também efeitos danosos em certos tipos de pacientes.
Já pensaram que muitos chás podem causar hipertensão, danos renais, hepáticos e intestinais? Um exemplo? Claro! Aqueles chás de 7 ervas para emagrecer? Misturando ervas que promovem diurese, catarse , outras substâncias que promovem diminuição da absorção de vitamina etc.
Promover catarse somente em casos extremos. Compostos antraquinônicos com uso continuo podem promover a inibição do peristaltismo de forma normal, viciando o intestino ao uso de um composto antraquinônico. Sem contar a perda de líquido em abundancia e inúmeras oligoelementos através das fezes. Normalmente pessoas que recorrem a esses métodos não tomam água em abundância e muito menos se alimentam bem.
Outra questão em pauta: E se você perguntar nessas casas que comercializam tais produtos sobre os efeitos nocivos , as substâncias atuantes, os riscos para idoso, crianças e gestantes? Quais as possíveis interações medicamentosas? Haverá respostas? Não.
Francamente há um descaso. Nestes ambientes deveria ser obrigatória a orientação de um farmacêutico especializado no assunto.
Pessoas cuidem de seus pacientes!

